terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bush

O Bush é muito sagaz!!! MUITO sagaz =O
Foda-se que todo mundo fala merda dele,
ele desviou muito bonito daquele sapato
qualquer idiota tinha tomado na cara ;P
Ele é um kra sagaz!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Crianças

Veja as crianças, simplesmente observe-as... Elas são totais, elas são uma coisa só, elas não sabem muito bem fingir e mentir... Elas tem energia, uma energia viva, vibrante, expansiva... Uma energia que as vezes pode parecer inesgotável - Shoppings, parquinhos, lojas, casas, antes de conseguirmos treiná-las a ficarem paradas, elas correm espontaneamente, gritam espontaneamente. E nós dizemos - Não! Aqui não pode correr! ; Fica quieto menino! credo ; Aqui não pode fazer isso; Se comporte! - e vamos lentamente domando, agarrado, paralisando sua energia, ensinando-as a fina arte de fingir estar quieto, fingir estar feliz ... Nessa onda de fingir nos distânciamos do que somos, estamos tão acostumados a ficarmos quietos que os gritos nem são percebidos, que a energia nem é percebida, que não percebemos que, talvez, tenha algo mais ali que não estamos vendo.

É muito fácil ver a diferença entre a maioria das crianças pra maioria dos adultos...
Tem um tal de piaget que fala sobre o 'desenvolvimento infantil'... ele fala sobre como a criança sai de um estado do ausência de regras e desenvolve a capacidade de viver em sociedade, se comunicar (e fala como se isso fosse um grande troféu). Tudo bem, é uma grande capacidade mas tem mais alguma coisa passando despercebida nesse troféu...

Pra falar sobre esse troféu ele fala muito sobre uma coisa: Jogos

Ele fala sobre como uma criança que primeiro brinca sozinha (mesmo se estiver com outras crianças) começa a brincar interagindo (com regras que podem mudar do nada e coisas assim), e chega a participar de atividades sociais, jogos sociais (com regras específicas e tal)

Tudo bem, faz sentido... mas tem algo que está passando despecebido por ae...
Olhe pra uma criança, olhe pra um adulto... você tem muitas chances de ver na criança a energia, esteja ela triste, feliz, brava, fazendo pirraça... uma energia forte, grande, tudo o que ela tem é pirraça, tudo o que ela tem é tristezam tudo o que ela tem é alegria - Ouça o choro dos bebes, procure no youtube ou veja uma criança ao vivo, ouça a risada dos bebes... É uma coisa louca, descontrolada... se algum adulto rir assim com certeza vai ser tachado de louco, porque com certeza ele deve estar louco! Nos adultos é mais comum uma outra coisa... nem tristeza, nem alegria, nem pirraça - por mais que ele esteja triste ou feliz ou com vontade de fazer pirraça - o comum é ver uma espécie de apatia, de ausência, de morto-vivo... Está em toda parte, pessoas que não se olham nos olhos... que fingem não existir umas para as outras, pessoas sem vivacidade, sem curiosidade, sem sensibilidade... Não foi só um desenvolvimento, alguma coisa se perdeu nesse caminho.

Além da falta de regras e da construção delas, além dessa história toda existem outras grandes diferenças nas brincadeiras de crianças e nas brincadeiras de adultos.

na forma como a brincadeira acontece, na próprio natureza da brincadeira... A brincadeira do adulto costuma ser uma guerra, uma disputa: Dois times, duas pessoas (ou várias) mas... na grande maioria das vezes, disputa. Sua vitória é a derrota de alguém, ao derrubar o outro (e muitas vezes só nesse caso) a grande exlosão de alegria, ou pelo menos é o que dizem...
a brincadeira da criança é bem mais bonita, é bem mais amorosa, é bem mais viva... Ela não precisa dessas babaquices, ela simplesmente curte, diverte-se... não que vá servir pra alguma coisa, não que vá dar lucro ou criar fãs, admiradores... isso é o de menos! O importante é curtir, é explorar, é explodir..

É incrível quantas vezes se pod e ouvir as pessoas falarem não sobre as coisas, mas sobre as finalidades delas: "Isso não serve pra nada, esqueça isso! Pra que fazer isso se não vai te levar a lugar nenhum, é perda de tempo... E o que eu vou ganhar com isso?

A brincadeira das crianças é uma prece, é simplesmente a vida pulsando, sem motivo, sem direção... correndo simplesmente porque se pode correr

Não que a disputa seja problema, não que ela não tenha lugar... a vida é disputa, disputa constante... Mas porque não conseguimos no divertir? Onde a engrenagem emperrou?
Diversão não é usar drogas pra alterar a química do seu cérebro, fazer sexo o máximo de tempo ou vezes ou com o máximo de pessoas possível, dar rasteiras nos outros pra se sentir forte, bom ou esperto... diversão é essa coisa sem explicação e sem direção... Veja as crianças correndo e só correndo, porque elas estão tão felizes? Não tem motivo, elas estão se divertindo, elas ainda sabem como fazer isso... Elas ainda não estão perdidas em o que fazer, como, quanto, porque, será que, talvez... blá blá blá blá... e blá e blá e blá blá blá blá bláááááááááá blá...

Os adultos estão muito preocupados com os outros, eles estão interessados em disputa, em derrotar, vencer... A brincadeira deles, o jogo deles é agressivo
A criança não está interessada em disputar, ela está simplesmente curtindo, se divertindo... Ela é criação pura, do nada ela explode em alegria, do nada o riso, do nada o canto, os pulos...

A brincadeira da criança parte do nada, é pura criação... A brincadeira adulta parte da disputa, ela é submissão.

Você pode se divertir! Divirta-se! Divirta-se como uma criança, com inocência, com curiosidade, com energia, com toda sua energia... Não vai ser fácil, vai ser preciso reaprender - faz tanto tempo que já esquecemos - mas é possível... Agora mesmo, corra, pule, dance - bote a armadura no chão e deixe a energia vir, deixe a diversão chegar, deixe a vida tomar conta e você pode voltar a brincar...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A folha seca que voa, que roda, que cai com o vento não faz idéia de pra onde vai ou deixa de ir...
Ela está simplesmente ali, curtindo a graça de um vôo cheio de guinadas, curvas, subidas e descidas... E não importa o que ela queira, o vento segue o seu rumo, as nuvens seguem o seu rumo, a vida segue o seu rumo despreocupadamente.
Cada guinada é um novo frio na barriga, cada subida é mais uma queda se formando e o chão cedo ou tarde vai chegar.
E no chão as coisas não serão assim, o chão é um completo estranho, um total desconhecido.
Mas ainda assim ela segue, rendida, por toda sua curta vida, até pousar e repousar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Reação

Esse dias percebi uma coisa, uma coisa que já tinha percebido, mas não dessa forma

Existe a história de um samurai que vai visitar um mestre e pede para que ele lhe mostre os portais do paraíso, ele fala que é muito disciplinado e que poderia fazer qualquer coisa que o mestre mandasse.
O mestre ri e comenta e zomba dele de alguma maneira, zomba de sua honra de sua disciplina...
Nesse momento o samurai saca a espada e vai pra cima do mestre para matá-lo
o mestre diz:

-Esse é o portal do inferno!

O samurai para repentinamente

-E esse é o portal do paraíso!

E é incrível como todos parecem viver numa espécie de vida 'reacionária'.
Se alguém é violento com você, você tenta violentá-lo de alguma forma, se não diretamente, indiretamente, sem perceber que está fazendo a mesma coisa, a exata mesma coisa

Se alguém xinga sua mãe e isso te incomoda, te irrita, você quer xingar a mãe dele, você quer xingá-lo, você quer fazê-lo sofrer de alguma forma, qualquer forma... Ninguém quer engolir sapo, ninguém que 'sair perdendo' de uma discussão.
As pessoas realmente se importam muito em vencer, querem vencer em tudo. A disputa já é violenta, você vai rebaixar alguém, vai tornar alguém menor que você, mas isso te faz sentir bem, isso te faz sentir especial.

Se alguém é violento o que devemos fazer? Jogá-lo na prisão, prendê-lo por 30 anos! A cadeira elétrica é menos violenta, pelo menos a pessoa morre de uma vez. Passar a vida num cubo é viver morto, é horrível demais.

Esses dias um professor meu se atrasou. Ele é um professor rígido, quer que todo mundo chegue no horário, não gosta que as pessoas fiquem saindo para beber água, exige presença e coisas assim, diferente da maioria dos professores que as pessoas da minha turma tem. Quando ele se atrasou várias pessoas alegaram: "Se der 5 minutos e ele não aparecer vamos embora! Ele não deixar nós atrasarmos mais que isso!"... Mas se isso é ruim, porque estão fazendo isso com ele?

O código de hamurabi ainda existe, ainda vigora, ainda é o grande guia nessa 'democracia' que vivemos. Talvez quem roube não perca a mão, mas perde a vida! Reação, violência paga com violência e não adianta botar a culpa nas autoridades, nos legisladores, as pessoas querem isso! Elas PEDEM por isso: Tomara que eles prendam o homem que assassinou o meu filho! Tomara que ele sofra as dores do inferno!

Todos querem causar o máximo de dor possível àqueles que foram 'motivo' de sua dor e isso parece justo "Ele me causou dor, eu posso causar dor a ele" é bem lógico, mas muito pouco compassivo, muito pouco compreensivo... é legalmente justo, mas imoral... não imoral no sentido das 'normas morais da sociedade', essas normas foram criadas pela mesma mente vingativa que criou as leis, essas normas não contam, imoral quanto à vida...

Você já viu animais caçando? É uma dança, uma linda dança... É violento, claro, violência faz parte da vida, mas é muito respeitoso, muito belo... Existe uma aproximação, uma observação, uma grande espera pelo momento exato...
Mesmo quando dois predadores estão se confrontando eles se comunicam, eles se insinuam, eles se intimidam e só em último caso, na minoria dos casos, eles se atacam e mais raramente ainda, eles se matam
Eu nunca vi leões matando zebras em grande quantidade pra estocar... eu nunca vi elefantes fazendo pilhas de árvores (e eles conseguem arrancar árvores inteiras do chão) pros tempos difíceis... Isso pra mim é respeito, respeito pela vida...
Mas com os homens parece que só estamos esperando um motivo qualquer, um pequeno pretexto pra avançar encima dos pescoços dos outros...
Observe, mantenha-se alerta, procure perceber quando você está agindo e quando está reagindo!
Quando você tem fome, você age, você come...
às vezes você não tem fome e você reage à uma bela comida, come mesmo estando cheio, você fica mal, meio com vontade de vomitar... reações costumam ser destrutivas
Observe seus atos... Ações ou reações?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mundo ideal

Esses dias encontrei a seguinte questão:

"Fale sobre sua "filosofia do futuro", ou seja, sobre como seria a vida ideal ou o mundo ideal para você"

Conheço uma história bem legal, assim:

Num vilarejo um homem possuía um belo cavalo, tão belo que até o rei queria comprá-lo. Seu dono era um fazendeiro humilde, um camponês comum que por acaso tinha um lindo cavalo.
Quando souberam que ele recusou uma grande quantia em dinheiro pelo cavalo, o povo da vila comentou:
- Você é um tolo, deveria ter vendido esse cavalo, cedo ou tarde ele vai envelhecer, ficar feio, morrer... Você nunca vai conseguir juntar com seu trabalho o que poderia ter conseguido simplesmente vendendo esse cavalo. Sua vida estaria feita, nem precisaria mais trabalhar.

Uma semana depois o cavalo fugiu, sabendo disso eles disseram:
-Viu? Nós te avisamos! Agora você não tem nem o dinheiro nem o cavalo! Que azar imenso o seu

E o homem respondeu:
-Não tirem conclusões precipitadas, o cavalo fugiu, é só isso que se pode dizer

Depois de algum tempo o cavalo dele retornou com mais 7 belos cavalos selvagens, o povo então disse:
-Você é realmente sabido, achavamos que tinha feito um péssimo negócio não vendendo o cavalo, principalmente depois de ele ter fugido... Mas agora ele voltou com muitos outros cavalos! Você estava certo, agora pode até vender alguns, conseguir mais dinheiro e ainda ter cavalos... Você é um sortudo!

e o homem disse:
- Meu cavalo retornou com outros cavalos, é só o que sei.

Então, enquanto cuidava de um dos cavalos, o filho do fazendeiro sofreu um acidente e acabou quebrando a perna. Os boatos correram e as pessoas comentaram:
- Agora o seu filho está na cama, sem poder fazer nada. Você vai ter que trabalhar a mais pra ocupar o espaço do seu filho, e agora ao invés de cuidar de um só cavalo terá que cuidar de oito! Que azar esse cavalo ter voltado com mais outros! Se ele não tivesse voltado, nada disso teria acontecido.

O homem então voltou a dizer:
-Não sei do que estão falando, só sei que meu cavalo fugiu, voltou com outros cavalos e agora meu filho quebrou a perna, nada além disso.

O tempo passou e a cidade entrou em guerra com uma cidade vizinha, todos os jovens foram chamados pra guerra, menos o filho do fazendeiro, que estava inutilizado por sua perna estar quebrada.
- Você é um abençoado! Nós estamos sofrendo, nossos filhos todos estão na guerra, não temos notícias a dias, estamos desesperados. Você foi livrado, aqueles cavalos abençoados pouparam o seu filho desse destino terrível. você estava certo, os cavalos não trouxeram azar, eles foram na verdade uma grande sorte.

-Vocês estão se apressando denovo. Os cavalos vieram, meu filho quebrou a perna e agora não foi chamado pra guerra, é só isso que aconteceu.

Responder sobre o mundo ou a vida ideal só é possível se acreditarmos que existe uma vida ou mundo 'ideal'...
Não existe 'ideal', mas as pessoas continuam acreditando que 'as coisas deveriam ser'...
Não existe um deveria ser, as coisas são e simplesmente são, mas a idéia do 'ideal' nos impede de ver o mundo real, passamos a olhar pro mundo real comparando com o mundo ideal e por isso não vemos o que realmente é o mundo que existe.
Esse mundo que existe é o único mundo. A questão é que os olhos estão embaçados, embaçados de 'ideais'.E ao invés de mergulhar nesse mundo real, as pessoas continuam tecendo idéias, conceitos, explicações, fórmulas...


As pessoas gostam tanto de usar suas mentes por um 'conhecimento' que invetaram a ciência.
Algo que procura respostas pra perguntas sem perceber que tanto as perguntas quanto as respostas são inventadas, imaginárias, idéias. Sem se questionar: pra que servem essas respostas afinal? Sem perceber que é muito ilógico e incompreensível tudo o que ocorre a nossa volta.
E nessa história as pessoas acabam bloqueadas de enxergar o mundo como ele é, encarar a vida como ela é. E isso cria todo tipo de desgraça, miséria, tormentos.


É fácil ver que a vida é um mistério, você não precisa acreditar no que eu digo, você pode olhar e ver, então isso fará parte da sua experiência. Só então você poderá falar sobre isso de forma autentica, sincera.


Não são as palavras, as palavras são mortas, o que importa é a experiência por trás delas.
Falar, usar as palavras, qualquer um pode, mas as palavras falam de uma epxeriência, não trasmitem completamente essa experiência, mas indicam uma direção.
Veja o mundo com seus próprios olhos, ele é imenso, olhe o universo, olhe os átomos. É uma imensidão sem limites, você realmente acha que isso possui uma explicação? uma função? Isso é simplesmente maior que palavras (e a explicação, a resposta, é linguistica)


Sim, palavras são uma boa ferramenta, uma forma de nos comunicarmos, mas a vida é bem maior que isso, bem maior do que simples palavras. Porque não conseguimos parar de falar em nossas cabeças então?


Se você precisa ou quer pegar algo você estende seu braço e pega. Imagine se você estivesse sempre, sem querer ou precisar, estendendo e agarrando com seu braço e sua mão? Seria um incomodo desnecessário, então porque continuar pensando quando não precisamos, porque não conseguimos parar?


Mundo ideal? não é real
mundo real? está aqui
Esqueça suas palavras, elas não tem valor aqui.
Faça silêncio e observe, espere... espere...
Olhe todas essas coisas, olhe quantas coisas


As palavras encolhem a vida
Onde existem infinitos indivíduos, onde existem coisas únicas - e todas as coisas são únicas - vemos 'várias árvores', 'várias pessoas'. Cada coisa é completamente única, mas ao darmos nomes esquecemos disso. A classificação é irrelevante.
Se você chama um pinheiro de goiabeira, não importa
ele não vai se incomodar, ele continua a viver sua vida, despreocupadamente
Nomes são inventados, eles não são reais de forma alguma
Mude o nome das coisas e veja se elas mudam! Mude o nome de tudo!
A vida é a mesma, com ou sem os nomes.


Mas as pessoas precisam de nomes, se elas vêem algo desconhecido logo tem que dar um nome
Porque isso dá a elas uma falsa segurança.
Quando algo não tem nome, algo completamente novo está lá, você se incomoda, isso te cutuca
Isso abre uma brecha e você precisa fechá-la... agora se chama 'macacus loucus', agora você pode respirar em paz, não é desconhecido! você 'sabe' o que é aquilo!
Olhe para as coisas e esqueça as palavras, veja o que você chama de árvore


Eu nunca vi duas árvores iguais, e eu já vi muitas árvores
Nem mesmo se tivessem a mesma forma as árvores seriam iguais, não se engane
Uma árvore é uma árvore e outra árvore é outra árvore, isso é óbvio
Isso é muito óbvio, tão óbvio que não vemos
Falamos que ambas são árvores e acreditamos nisso
Assim tratamos tudo como palavra
Assim deixam de ser pessoas para ser estrelas, pé-rapados, bombeiros, porteiros, médicos, cabeleireiros...
Entendimento é muito fraco, duro, mecanico, rídigo. Compreensão é mais próximo do real, mais viva, mais calorosa.
Mas o processo é árduo, aprender a andar também é


Largar as palavras, largar os velhos hábitos..
Nem mesmo uma questão de lagar, mas compreender
Uma vez que se compreende o mecanismo, como funciona
O hábito cai, despenca, como uma fruta madura
Observe, sem palavras, observe além de palavras
não entenda, compreenda, com amor, com devoção
e então você começará a ver as bençãos da vida
e algo começará a brotar em seu coração.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MEDO

Quem tem mais MEDO de barata? quem foge ou quem mata?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Soldados

E se todos os soldados abaixassem suas armas?
Como seria a guerra?
Exército é um nome, soldados são pessoas
que podem atirar ou não...
E se nenhum, em ambos os lados, atirasse?
Como poderia haver uma guerra?
E se ninguém possuísse?
Como poderia haver um roubo?

Soldado, irmão...
eu te faço essa proposta,
abaixe suas armas e não espere pelos outros
alguém tem que começar!
abaixe suas armas, tire o seu capacete e toque a terra com suas mãos, sua testa
olhe pro sangue vermelho correndo...
são todos como você, ali... atirando, se matando
Não são de países diferentes, de religiões diferentes, isso é mentira
São seus irmãos e irmãs, homens, cães, aves, plantas e pedras...
Não é o exército que aperta o gatilho, é o homem na roupa camuflada
Você é esse homem...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O acaso me trouxe aqui pra falar de qualquer coisa
Pra falar sem pensar, sem me importar com como vai ficar
E não existe outro jeito de fazer isso direito
Não existe outra forma, não existe uma norma
Sou livre totalmente, abaixo, acima e à frente
Eu deslizo gentilmente num passo bem contente
Sobre a sombra ou sobre a luz, qualquer um me seduz
Sigo leve, sigo firme, sigo como for
Sigo aventurado em amor
sigo sempre a sorrir
Não quero sair daqui, não quero outro lugar
Daria tudo pra estar justamente onde estou
Minha alegria é saber a festa ainda não acabou
Por isso vou celebrar em todo canto e lugar
por isso vou exalar doce perfume de flor
para os fracos e fortes, belos e feios também
para os que querem minha morte, para os que querem meu bem
porque se o canto não vai assim a todo lugar
não faz mas nenhum sentido continuar a cantar
se está morto o ouvido podemos ressucitar
pois acompanhe comigo: estou de volta ao lar
Feridos, pobres, doentes, com chagas no coração
Conhecerão a sáude com o poder da canção
que a palavra ecoa e reverbera no altar
por isso vale a cautela no ato de falar
Sem rima, sem grilo, sem problema nenhum
esqueça todas as regras, aqui é um por um
mas se mesmo assim quiser as regras seguir...
va em frente e divirta-se!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Mercado de Escambo

Outro dia eu, índio do Brasil recém colonizado, fui a uma espécie de mercado.
Lá eles tinham um monte de coisas brilhantes, coloridas, cheirosas e saborosas chamadas 'produtos'
As pessoas podiam ter várias ou algumas dessas coisas incríveis muito facilmente,
era só elas servirem aos grandes homens do além-mar com sua energia durante boa parte de suas vidas, fazendo os mais diversos tipos de tarefas que eles não queriam ter o trabalho de fazer.

Os 'produtos' eram completamente desnecessários, nós por aqui já tinhamos tudo o que precisavamos... mas eram tão curiosos que muitos dos nossos foram enfeitiçados por eles...

Com o tempo os antigos 'produtos' foram ficando conhecidos e as pessoas começaram a perder o interesse... então os homens do além-mar começaram a criar novos 'produtos' e cada vez mais e mais e mais...

O mais engraçado é que os homens do além-mar, que só ficavam à toa, tinham cada vez mais coisas... coisas que viravam 'produtos' (que eles mandavam alguém transformar, claro)
Já as pessoas que faziam as coisas e os 'produtos' só conseguiam um pouco e sempre tinham que conseguir mais, ao custo de suas próprias energias...

Hoje em dia por aqui as pessoas se esqueceram que os 'produtos' são inúteis, desnecessários... Os 'produtos' parecem parte integral e, às vezes, o objetivo de suas vidas!
Eles querem sempre ir mais longe, mais rápido, mais alto, querem tudo pronto, rápido, prático, estéril, limpo, seguro, querem atrair e sentirem-se superiores aos outros por terem mais 'produtos' ou 'produtos' mais energéticos, raros... o que há de tão errado aqui que todo mundo quer algo inventado, inexistente, alienígena?

Muitos dos meus, que amavam as coisas, passaram a amar os 'produtos', sem perceber que as coisas tem vida própria, tem beleza, tem frescor, tem vibração... e os produtos são duros, mortos, rígidos...

Existe até um nome para os nossos que amam os 'produtos'... são chamados 'consumidores'. Os homens do além-mar (que fazem os produtos e precisam manter a mentira de que "os produtos são importantes e bons") dão regalias que querem e podem ter 'muitos' produtos... deixam eles cuidarem dos que fazem coisas e dos que transformam coisas em 'produtos'

E essa mentira deslavada segue como verdade... e os meus amigos consumidores acham engraçado:
"Como os índios eram burros... trocavam toda seu tempo, energia e suas vidas por coisas sem valor"
Aaaaahhhh caras-pálidas... ;P

sábado, 28 de junho de 2008

Olhos abertos

Eu falo e não preciso de refrências ou citações
Acho que é uma das coisas mais idiotas possíveis
Porque o que Eu digo precisa de ter semelhança com o que outros dizem?
O que eu digo é meu, é minha fala, é minha experiência, não tem nada a ver com a dos outros
Eu posso ver o mundo, eu posso ver as coisas, não preciso que ninguém me diga como vê-las, não preciso que digam como elas são, elas estão aí, é só olhar...
O problema é que as pessoas ficam tão perdidas em 'pontos de vista' que olhar pras coisas é complicado, estão ocupados demais pensando sobre elas pra olhá-las... e não é fácil
Olhar pras coisas envolve ver muita coisa desagradável, as coisas morrem, fedem, mudam... são completamente loucas, descontroladas, desvairadas... Mas a idéias não... elas são mais confináveis, maleáveis, mais controláveis... Nunca a vida é tão simples e tão igual quanto a linguagem, por isso muitos preferem continuar na linguagem e nunca encontrarem a vida...
Mas não confunda 'ver a vida' com 'ter um ponto de vista sobre a vida'... são coisas bem diferentes... Ver a vida é vê-la, é isso... ter um ponto de vista sobre a vida envolve uma análise, um dissecamento, um a+b-c, isso já não é olhar, olhar é só olhar...
Está tudo aí, basta abrir os olhos... mas nem sempre é fácil abri-los, nem sempre temos condições de abri-los... A cegueira durou tanto tempo, que dá medo enxergar, a cegueira virou uma companhia, um amigo... ver é perder toda essa cegueira conhecida, confiável...
Mas não adianta, não adianta a cegueira, porque estamos prontos para ver e daí nasce a agonia, agonia não é ser cego, isso é diferença, agonia é ter olhos funcionando e não ver, é poder voar e caminhar, é segurar seus galhos e não deixar suas flores nascerem por medo de animais quebrarem alguns galhos, pestes atacarem suas folhas... Salte! e nesse salto você verá, verá que é sempre igual, que não saltar não é uma boa idéia porque saltar é bem legal, não saltar é cair e tentar segurar o chão! Mas não tem nenhum chão... estamos todos em queda-livre, mas temos medo de saltar...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O trânsito na grande Vitória tá muito doido ultimamente, ainda mais nas ruas que vão pra terceira ponte. Tem até umas obras pra lá e pra cá... mas se você aparecer na ponte lá prumas 17 horas você vai ver que só tá assim porque os carros vão atrasando no pedágio e enfileirando e enfileirando e fode a porra toda... mas porque então eles não mexem no pedágio? o.O

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Saber

Saber é uma coisa, pensar é outra
Palavras formam pensamento, saber é outra coisa
Saber não é acreditar, saber não é achar, saber não é entender, saber não é conhecer
Saber é outra coisa
Seu corpo sabe, ele sabe o que fazer pra te manter vivo
Ele sabe que deve manter uma certa acidez, uma certa temperatura...
O que você sabe, você Sabe... o que você não sabe você acha, você acredita
E as vezes você pode acreditar que sabe e achar que isso é saber
Mas no fundo você sabe que você não sabe, só não quer admitir
Às vezes você sabe, mas nem sempre o que você sabe bate com o que você gostaria
Então você tenta não saber, tenta acreditar, achar outra coisa senão aquela que você sabe
E às vezes você acha que acreditar é saber, e você chora
Porque só saber é saber, achar que outra coisa é saber é ilusão
E a ilusão não tem consistência, ela pode se despedaçar a qualquer momento
Então você vive numa constante tensão, uma luta
Lutando pra manter suas ilusões e não carregar a responsabilidade de saber
Saber das coisas que você acha que não deveriam ser
Saber além do que você pode entender

Eu por exemplo não estou falando pra vocês o que eu sei
Eu estou falando do que eu sei
E por mais que pareça 'a mesma coisa', não é
Só a mesma coisa é a mesma coisa
coisas 'parecidas' são coisas diferentes
Falar o que sabe é uma coisa
Falar do que sabe é outra
Esteja atento, veja o que você sabe e o que você acha
Seu time, a beleza da atriz, o frescor da manhã, a sociedade...
Você sabe ou você acha?