E se todos os soldados abaixassem suas armas?
Como seria a guerra?
Exército é um nome, soldados são pessoas
que podem atirar ou não...
E se nenhum, em ambos os lados, atirasse?
Como poderia haver uma guerra?
E se ninguém possuísse?
Como poderia haver um roubo?
Soldado, irmão...
eu te faço essa proposta,
abaixe suas armas e não espere pelos outros
alguém tem que começar!
abaixe suas armas, tire o seu capacete e toque a terra com suas mãos, sua testa
olhe pro sangue vermelho correndo...
são todos como você, ali... atirando, se matando
Não são de países diferentes, de religiões diferentes, isso é mentira
São seus irmãos e irmãs, homens, cães, aves, plantas e pedras...
Não é o exército que aperta o gatilho, é o homem na roupa camuflada
Você é esse homem...
quarta-feira, 30 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
O acaso me trouxe aqui pra falar de qualquer coisa
Pra falar sem pensar, sem me importar com como vai ficar
E não existe outro jeito de fazer isso direito
Não existe outra forma, não existe uma norma
Sou livre totalmente, abaixo, acima e à frente
Eu deslizo gentilmente num passo bem contente
Sobre a sombra ou sobre a luz, qualquer um me seduz
Sigo leve, sigo firme, sigo como for
Sigo aventurado em amor
sigo sempre a sorrir
Não quero sair daqui, não quero outro lugar
Daria tudo pra estar justamente onde estou
Minha alegria é saber a festa ainda não acabou
Por isso vou celebrar em todo canto e lugar
por isso vou exalar doce perfume de flor
para os fracos e fortes, belos e feios também
para os que querem minha morte, para os que querem meu bem
porque se o canto não vai assim a todo lugar
não faz mas nenhum sentido continuar a cantar
se está morto o ouvido podemos ressucitar
pois acompanhe comigo: estou de volta ao lar
Feridos, pobres, doentes, com chagas no coração
Conhecerão a sáude com o poder da canção
que a palavra ecoa e reverbera no altar
por isso vale a cautela no ato de falar
Sem rima, sem grilo, sem problema nenhum
esqueça todas as regras, aqui é um por um
mas se mesmo assim quiser as regras seguir...
va em frente e divirta-se!
Pra falar sem pensar, sem me importar com como vai ficar
E não existe outro jeito de fazer isso direito
Não existe outra forma, não existe uma norma
Sou livre totalmente, abaixo, acima e à frente
Eu deslizo gentilmente num passo bem contente
Sobre a sombra ou sobre a luz, qualquer um me seduz
Sigo leve, sigo firme, sigo como for
Sigo aventurado em amor
sigo sempre a sorrir
Não quero sair daqui, não quero outro lugar
Daria tudo pra estar justamente onde estou
Minha alegria é saber a festa ainda não acabou
Por isso vou celebrar em todo canto e lugar
por isso vou exalar doce perfume de flor
para os fracos e fortes, belos e feios também
para os que querem minha morte, para os que querem meu bem
porque se o canto não vai assim a todo lugar
não faz mas nenhum sentido continuar a cantar
se está morto o ouvido podemos ressucitar
pois acompanhe comigo: estou de volta ao lar
Feridos, pobres, doentes, com chagas no coração
Conhecerão a sáude com o poder da canção
que a palavra ecoa e reverbera no altar
por isso vale a cautela no ato de falar
Sem rima, sem grilo, sem problema nenhum
esqueça todas as regras, aqui é um por um
mas se mesmo assim quiser as regras seguir...
va em frente e divirta-se!
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Mercado de Escambo
Outro dia eu, índio do Brasil recém colonizado, fui a uma espécie de mercado.
Lá eles tinham um monte de coisas brilhantes, coloridas, cheirosas e saborosas chamadas 'produtos'
As pessoas podiam ter várias ou algumas dessas coisas incríveis muito facilmente,
era só elas servirem aos grandes homens do além-mar com sua energia durante boa parte de suas vidas, fazendo os mais diversos tipos de tarefas que eles não queriam ter o trabalho de fazer.
Os 'produtos' eram completamente desnecessários, nós por aqui já tinhamos tudo o que precisavamos... mas eram tão curiosos que muitos dos nossos foram enfeitiçados por eles...
Com o tempo os antigos 'produtos' foram ficando conhecidos e as pessoas começaram a perder o interesse... então os homens do além-mar começaram a criar novos 'produtos' e cada vez mais e mais e mais...
O mais engraçado é que os homens do além-mar, que só ficavam à toa, tinham cada vez mais coisas... coisas que viravam 'produtos' (que eles mandavam alguém transformar, claro)
Já as pessoas que faziam as coisas e os 'produtos' só conseguiam um pouco e sempre tinham que conseguir mais, ao custo de suas próprias energias...
Hoje em dia por aqui as pessoas se esqueceram que os 'produtos' são inúteis, desnecessários... Os 'produtos' parecem parte integral e, às vezes, o objetivo de suas vidas!
Eles querem sempre ir mais longe, mais rápido, mais alto, querem tudo pronto, rápido, prático, estéril, limpo, seguro, querem atrair e sentirem-se superiores aos outros por terem mais 'produtos' ou 'produtos' mais energéticos, raros... o que há de tão errado aqui que todo mundo quer algo inventado, inexistente, alienígena?
Muitos dos meus, que amavam as coisas, passaram a amar os 'produtos', sem perceber que as coisas tem vida própria, tem beleza, tem frescor, tem vibração... e os produtos são duros, mortos, rígidos...
Existe até um nome para os nossos que amam os 'produtos'... são chamados 'consumidores'. Os homens do além-mar (que fazem os produtos e precisam manter a mentira de que "os produtos são importantes e bons") dão regalias que querem e podem ter 'muitos' produtos... deixam eles cuidarem dos que fazem coisas e dos que transformam coisas em 'produtos'
E essa mentira deslavada segue como verdade... e os meus amigos consumidores acham engraçado:
"Como os índios eram burros... trocavam toda seu tempo, energia e suas vidas por coisas sem valor"
Aaaaahhhh caras-pálidas... ;P
Lá eles tinham um monte de coisas brilhantes, coloridas, cheirosas e saborosas chamadas 'produtos'
As pessoas podiam ter várias ou algumas dessas coisas incríveis muito facilmente,
era só elas servirem aos grandes homens do além-mar com sua energia durante boa parte de suas vidas, fazendo os mais diversos tipos de tarefas que eles não queriam ter o trabalho de fazer.
Os 'produtos' eram completamente desnecessários, nós por aqui já tinhamos tudo o que precisavamos... mas eram tão curiosos que muitos dos nossos foram enfeitiçados por eles...
Com o tempo os antigos 'produtos' foram ficando conhecidos e as pessoas começaram a perder o interesse... então os homens do além-mar começaram a criar novos 'produtos' e cada vez mais e mais e mais...
O mais engraçado é que os homens do além-mar, que só ficavam à toa, tinham cada vez mais coisas... coisas que viravam 'produtos' (que eles mandavam alguém transformar, claro)
Já as pessoas que faziam as coisas e os 'produtos' só conseguiam um pouco e sempre tinham que conseguir mais, ao custo de suas próprias energias...
Hoje em dia por aqui as pessoas se esqueceram que os 'produtos' são inúteis, desnecessários... Os 'produtos' parecem parte integral e, às vezes, o objetivo de suas vidas!
Eles querem sempre ir mais longe, mais rápido, mais alto, querem tudo pronto, rápido, prático, estéril, limpo, seguro, querem atrair e sentirem-se superiores aos outros por terem mais 'produtos' ou 'produtos' mais energéticos, raros... o que há de tão errado aqui que todo mundo quer algo inventado, inexistente, alienígena?
Muitos dos meus, que amavam as coisas, passaram a amar os 'produtos', sem perceber que as coisas tem vida própria, tem beleza, tem frescor, tem vibração... e os produtos são duros, mortos, rígidos...
Existe até um nome para os nossos que amam os 'produtos'... são chamados 'consumidores'. Os homens do além-mar (que fazem os produtos e precisam manter a mentira de que "os produtos são importantes e bons") dão regalias que querem e podem ter 'muitos' produtos... deixam eles cuidarem dos que fazem coisas e dos que transformam coisas em 'produtos'
E essa mentira deslavada segue como verdade... e os meus amigos consumidores acham engraçado:
"Como os índios eram burros... trocavam toda seu tempo, energia e suas vidas por coisas sem valor"
Aaaaahhhh caras-pálidas... ;P
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