terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Bush

O Bush é muito sagaz!!! MUITO sagaz =O
Foda-se que todo mundo fala merda dele,
ele desviou muito bonito daquele sapato
qualquer idiota tinha tomado na cara ;P
Ele é um kra sagaz!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Crianças

Veja as crianças, simplesmente observe-as... Elas são totais, elas são uma coisa só, elas não sabem muito bem fingir e mentir... Elas tem energia, uma energia viva, vibrante, expansiva... Uma energia que as vezes pode parecer inesgotável - Shoppings, parquinhos, lojas, casas, antes de conseguirmos treiná-las a ficarem paradas, elas correm espontaneamente, gritam espontaneamente. E nós dizemos - Não! Aqui não pode correr! ; Fica quieto menino! credo ; Aqui não pode fazer isso; Se comporte! - e vamos lentamente domando, agarrado, paralisando sua energia, ensinando-as a fina arte de fingir estar quieto, fingir estar feliz ... Nessa onda de fingir nos distânciamos do que somos, estamos tão acostumados a ficarmos quietos que os gritos nem são percebidos, que a energia nem é percebida, que não percebemos que, talvez, tenha algo mais ali que não estamos vendo.

É muito fácil ver a diferença entre a maioria das crianças pra maioria dos adultos...
Tem um tal de piaget que fala sobre o 'desenvolvimento infantil'... ele fala sobre como a criança sai de um estado do ausência de regras e desenvolve a capacidade de viver em sociedade, se comunicar (e fala como se isso fosse um grande troféu). Tudo bem, é uma grande capacidade mas tem mais alguma coisa passando despercebida nesse troféu...

Pra falar sobre esse troféu ele fala muito sobre uma coisa: Jogos

Ele fala sobre como uma criança que primeiro brinca sozinha (mesmo se estiver com outras crianças) começa a brincar interagindo (com regras que podem mudar do nada e coisas assim), e chega a participar de atividades sociais, jogos sociais (com regras específicas e tal)

Tudo bem, faz sentido... mas tem algo que está passando despecebido por ae...
Olhe pra uma criança, olhe pra um adulto... você tem muitas chances de ver na criança a energia, esteja ela triste, feliz, brava, fazendo pirraça... uma energia forte, grande, tudo o que ela tem é pirraça, tudo o que ela tem é tristezam tudo o que ela tem é alegria - Ouça o choro dos bebes, procure no youtube ou veja uma criança ao vivo, ouça a risada dos bebes... É uma coisa louca, descontrolada... se algum adulto rir assim com certeza vai ser tachado de louco, porque com certeza ele deve estar louco! Nos adultos é mais comum uma outra coisa... nem tristeza, nem alegria, nem pirraça - por mais que ele esteja triste ou feliz ou com vontade de fazer pirraça - o comum é ver uma espécie de apatia, de ausência, de morto-vivo... Está em toda parte, pessoas que não se olham nos olhos... que fingem não existir umas para as outras, pessoas sem vivacidade, sem curiosidade, sem sensibilidade... Não foi só um desenvolvimento, alguma coisa se perdeu nesse caminho.

Além da falta de regras e da construção delas, além dessa história toda existem outras grandes diferenças nas brincadeiras de crianças e nas brincadeiras de adultos.

na forma como a brincadeira acontece, na próprio natureza da brincadeira... A brincadeira do adulto costuma ser uma guerra, uma disputa: Dois times, duas pessoas (ou várias) mas... na grande maioria das vezes, disputa. Sua vitória é a derrota de alguém, ao derrubar o outro (e muitas vezes só nesse caso) a grande exlosão de alegria, ou pelo menos é o que dizem...
a brincadeira da criança é bem mais bonita, é bem mais amorosa, é bem mais viva... Ela não precisa dessas babaquices, ela simplesmente curte, diverte-se... não que vá servir pra alguma coisa, não que vá dar lucro ou criar fãs, admiradores... isso é o de menos! O importante é curtir, é explorar, é explodir..

É incrível quantas vezes se pod e ouvir as pessoas falarem não sobre as coisas, mas sobre as finalidades delas: "Isso não serve pra nada, esqueça isso! Pra que fazer isso se não vai te levar a lugar nenhum, é perda de tempo... E o que eu vou ganhar com isso?

A brincadeira das crianças é uma prece, é simplesmente a vida pulsando, sem motivo, sem direção... correndo simplesmente porque se pode correr

Não que a disputa seja problema, não que ela não tenha lugar... a vida é disputa, disputa constante... Mas porque não conseguimos no divertir? Onde a engrenagem emperrou?
Diversão não é usar drogas pra alterar a química do seu cérebro, fazer sexo o máximo de tempo ou vezes ou com o máximo de pessoas possível, dar rasteiras nos outros pra se sentir forte, bom ou esperto... diversão é essa coisa sem explicação e sem direção... Veja as crianças correndo e só correndo, porque elas estão tão felizes? Não tem motivo, elas estão se divertindo, elas ainda sabem como fazer isso... Elas ainda não estão perdidas em o que fazer, como, quanto, porque, será que, talvez... blá blá blá blá... e blá e blá e blá blá blá blá bláááááááááá blá...

Os adultos estão muito preocupados com os outros, eles estão interessados em disputa, em derrotar, vencer... A brincadeira deles, o jogo deles é agressivo
A criança não está interessada em disputar, ela está simplesmente curtindo, se divertindo... Ela é criação pura, do nada ela explode em alegria, do nada o riso, do nada o canto, os pulos...

A brincadeira da criança parte do nada, é pura criação... A brincadeira adulta parte da disputa, ela é submissão.

Você pode se divertir! Divirta-se! Divirta-se como uma criança, com inocência, com curiosidade, com energia, com toda sua energia... Não vai ser fácil, vai ser preciso reaprender - faz tanto tempo que já esquecemos - mas é possível... Agora mesmo, corra, pule, dance - bote a armadura no chão e deixe a energia vir, deixe a diversão chegar, deixe a vida tomar conta e você pode voltar a brincar...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A folha seca que voa, que roda, que cai com o vento não faz idéia de pra onde vai ou deixa de ir...
Ela está simplesmente ali, curtindo a graça de um vôo cheio de guinadas, curvas, subidas e descidas... E não importa o que ela queira, o vento segue o seu rumo, as nuvens seguem o seu rumo, a vida segue o seu rumo despreocupadamente.
Cada guinada é um novo frio na barriga, cada subida é mais uma queda se formando e o chão cedo ou tarde vai chegar.
E no chão as coisas não serão assim, o chão é um completo estranho, um total desconhecido.
Mas ainda assim ela segue, rendida, por toda sua curta vida, até pousar e repousar.